Monday, March 19, 2007

AMIGOS SÃO ANJOS


AMIGOS SÃO ANJOS
Se anjos existem,encontramo-los nas amizades que persistem...Cada amizade encontrada ao léu,é como um anjo que desceu do céu...Amizades que surgem para nos ajudar,para nos fazer a vida melhor apreciar,que nos fazem agora e sempre acreditarque tudo sempre pode melhorar...Se todos no mundo entendessem o valor de uma amizade verdadeira,não fariam tanta besteira,e não deixariam que tantas coisas acontecessem...Amigos não enxergam apenas as qualidades,embora delas todos tenham necessidade...Amigos convivem com nossos defeitos,porque somos humanos, portanto, imperfeitos...Aceitam-nos, e nos aceitam,como os seus aceitamos e os aceitamos também...Esses anjos não dispõe de asas,nem tampouco caminham sobre brasas,mas tem em sua alma um doce sentimentoque nos conforta em momentos de lamento,e lhes damos toda essa reciprocidade,sempre querendo sua felicidade...Assim, todos somos anjos.

Tuesday, March 13, 2007

AMIGOS


AMIGOS


Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor, eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores... Mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências ... A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles; Eles não iriam acreditar... Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos... Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários... de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos! A gente não faz amigos, reconhece-os.

Vinícios de Moraes

Sunday, March 11, 2007

VERDADEIRO AMIGO


VERDADEIRO AMIGO


Qualquer um pode ficar ao seu lado quando você está certo, mas um amigo verdadeiro permanece ao seu lado mesmo quando você está errado. Um simples amigo se identifica quando te liga. Um amigo verdadeiro não precisa, pois vocês conhecem suas vozes. Um simples amigo inicia uma conversa com um boletim de novidades sobre a própria vida. Um amigo verdadeiro diz: "O que há de novo sobre você?" Um simples amigo acha que os problemas pelo quais você está se queixando são recentes. Um verdadeiro diz: "Você tem se queixado sobre a mesma coisa pelos últimos quatorze anos. Saia deste marasmo e faça algo sobre isto". Um simples amigo nunca o(a) viu chorar. Um verdadeiro amigo tem seus ombros encharcados por tuas lágrimas. Um simples amigo não sabe o nome dos teus pais. Um verdadeiro amigo tem o telefone deles em sua agenda. Um simples amigo traz uma garrafa de vinho para sua festa. Um verdadeiro amigo chega mais cedo para ajudá-lo a cozinhar e fica até mais tarde para ajudá-lo na limpeza. Um simples amigo odeia você ligar após ele já ter ido para cama. Um amigo verdadeiro te pergunta porque demorou tanto para ligar. Um simples amigo procura conversar com você sobre teus problemas. Um amigo verdadeiro procura ajudá-lo a resolver teus problemas. Um simples amigo fica imaginando sobre tuas histórias românticas. Um amigo verdadeiro, poderia chantegeá-lo com o que ele sabe. Um simples amigo, quando o visita, age como um convidado. Um verdadeiro amigo abre tua geladeira e se serve. Um simples amigo acha que a amizade terminou quando vocês têm uma discussão. Um verdadeiro amigo sabe que não existe uma amizade enquanto vocês não tiverem divergência. Um simples amigo espera que você sempre esteja por perto quando ele precisar. Um verdadeiro amigo espera estar sempre por perto quando você precisar dele.

O AMIGO


O AMIGO

Enfim, depois de tanto erro passado Tantas retaliações, tanto perigo Eis que ressurge noutro o velho amigo Nunca perdido, sempre reencontrado. É bom sentá-lo novamente ao lado Com os olhos que contém o olhar antigo Sempre comigo um pouco atribulado E como sempre singular comigo. Um bicho igual a mim, simples e humano Sabendo se mover e comover E a disfarçar com meu próprio engano. O amigo: um ser que a vida não explica Que só se vai ao ver outro nascer E o espelho de minha alma multiplica.

FÁCIL X DIFÍCIL


FÁCIL X DIFÍCIL

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende. E é assim que perdemos pessoas especiais. Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.Difícil é mentir para o nosso coração.Fácil é ver o que queremos enxergar.Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto. Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"Difícil é dizer "adeus". Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.Difícil é sentir a energia que é transmitida. Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.Fácil é querer ser amado.Difícil é amar completamente só, amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois, amar e se entregar e aprender a dar valor somente a quem te ama.Fácil é ouvir a música que toca.Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.Fácil é ditar regras.Difícil é seguí-las, ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção dasvidas dos outros.Fácil é perguntar o que deseja saber.Difícil é estar preparado para escutar esta resposta. Ou querer entender a resposta.Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.Fácil é dar um beijo.Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.Difícil é entender que pouquíssimas delas vão e te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.Difícil é ocupar o coração de alguém. Saber que se é realmente amado.Fácil é sonhar todas as noites.Difícil é lutar por um sonho o de ser feliz sem medo.

DEUS, TE ABENÇOE MEU AMIGO


DEUS, TE ABENÇOE MEU AMIGO


Pela amizade que você me devota, por meus defeitos que você nem nota... Por meus valores que você aumenta, por minha fé que você alimenta... Por esta paz que nós nos transmitimos, por este pão de amor que repartimos... Pelo silêncio que diz quase tudo, por este olhar que me reprova mudo... Pela pureza dos seus sentimentos, pela presença em todos os momentos... Por ser presente, mesmo quando ausente, por ser feliz quando me vê contente... Por este olhar que diz "Amigo, vá em frente!" Por ficar triste, quando estou tristonho, por rir comigo quando estou risonho... Por repreender-me, quando estou errado, por meu segredo, sempre bem guardado... Por seu segredo, que só eu conheço, e por achar que apenas eu mereço... Por me apontar pra Deus a todo o instante, por esse amor fraterno tão constante... Por tudo isso e muito mais eu digo "Deus te abençoe meu amigo!"

Sunday, February 25, 2007

Palacete Dantas



Palacete Dantas


SEGUNDA PARTE

Após algumas modificações, a partir de junho de 1926, o Palacete Dantaspassou a abrigar o Club Central, atual Automóvel Clube, recém-criadaassociação de lazer da elite da capital. Essas modificações resultaram naalteração de suas divisões internas, como a demolição das paredes dos quartospara a criação de um grande salão de festas (com novo assoalhamento emudança de teto) e a abertura de um arco ligando-o à sala de visitas. As obrasduraram de janeiro a fins de maio, compreendendo também a reformulaçãogeral da decoração interna. Esta e o novo mobiliário ficaram a cargo da CasaLaubisch & Hurt, do Rio de Janeiro, vencedora de uma concorrência estabelecidapelo clube.Reestruturada para sua nova utilização, a edificação passou a possuir amplosalão de festas, salão de recepções, bar e restaurante, sala para senhoras,diversas salas de jogos e outros ambientes elegantes, todos ricamentedecorados em diferentes estilos. O Club Central foi inaugurado em 14 de junhode 1926 e ocupou o Palacete até dezembro de 1929, quando foi transferido paraa sede definitiva.Em 1930, o proprietário José Dantas retornou ao Palacete, instalando-se aí porcurto espaço de tempo. Já em 1931, o imóvel foi cedido ao governo estadualpara hospedagem do presidente Getúlio Vargas e sua comitiva, em visita a BeloHorizonte. Nesta ocasião, o prédio sofreu novas remodelações no seu interior.Ainda servindo a fins oficiais, foi moradia do Dr. Gustavo Capanema, comoSecretário de Estado do governo Olegário Maciel.Nos anos seguintes, o Palacete foi vendido ao Dr. Sílvio Fonseca, passando a seralugado sucessivamente para diferentes instituições. Data daí o início de suadescaracterização e depredação. Conservando sempre sua fachada original, oprédio teve o seu interior inúmeras vezes reformado, perdendo gradativamenteos elementos ornamentais, por exemplo, em 1938, quando o prédio voltou apossuir as divisões entre os quartos para, posteriormente, serem de novodemolidas, como atesta seu estado atual. É possível apontar algumas dasinstituições, em geral educativas, que ali se instalaram: Colégio Sion, ColégioHelena Guerra, Faculdade Cató1ica (1958 a 1963) e FUMEC. Entre 1972 e 1978,o Palacete foi ocupado pela 1ª Delegacia Regional de Ensino, unidade daSecretaria de Educação.Em 1977, o Palacete foi incluído no tombamento do conjunto da Praça daLiberdade, efetuado pelo IEPHA/ MG, medida que objetivou a sua proteçãomediante as constantes depredações e ameaças de demolição. Tombado, oprédio se desvalorizou comercialmente. Em virtude de seu estado já precário,tornou-se difícil a sua venda ou aluguel, como desejavam os herdeiros da famíliaFonseca. Assim, o prédio permaneceu abandonado durante anos, período noqual sofreu sua maior deterioração. Parte do teto caiu, permitindo a entrada dachuva, janelas foram quebradas e o piso em parquete foi arrancado. Desde seutombamento, o Estado planejava a sua aquisição, chegando a criar umacomissão para avaliação, sem resultados concretos. Os jornais iniciaram, em1980, uma campanha pela sua preservação, apontando a compra e restauraçãopelo Estado como a solução ideal para o Palacete. Finalmente, em outubro de1981, o prédio foi adquirido pelo governo estadual, por intermédio doIEPHA/MG. Após sua restauração, passou a abrigar a Coordenadoria hojetransformada em Secretaria de Estado da Cultura.Fonte: Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA/MG).Sobrado NarbonaA fase de construção da nova capital do Estado, no final do século passado atéaproximadamente a década de 1920, viu serem erguidos em algumas áreas dacidade prédios de certo apuro construtivo, que buscavam assemelhar-se àqueleserguidos por iniciativa oficial. Neste caso, enquadra-se a edificação em estudo,que, como o Palacete Dantas, situa-se em local nobre da Praça da Liberdade, aolado do Palácio e das Secretarias.Essa localização privilegiada contribuiu de forma significativa para que osproprietários de edificações particulares ali erguidas se esmerassem naconstrução de suas residências. Assim fez seu proprietário e construtor FranciscoNarbona, espanhol que veio moço para o Brasil, residindo antes no Rio e em SãoPaulo. Em Belo Horizonte, onde se achava desde os tempos da ComissãoConstrutora, era bastante conhecido. Como construtor, foi longa e intensa suaatividade, não só na capital como em muitas outras cidades do Estado.Francisco Narbona construiu sua residência em período anterior a 1911, pois oÁlbum de Bello Horizonte do referido ano registra esta edificação na página quetraz o titulo "Typos de Casas Particulares". Desconhece-se a data exata daconstrução e autoria do projeto, embora tenha sido localizada a planta original,que está assinada apenas pelo proprietário e não está datada. Presume-se quetenha sido executado na própria firma de Francisco Narbona, que, como já foicolocado, dedicava-se à construção civil.Embora tenha sido construída para residência da família, funcionou no período1917 a 1918 como Faculdade de Odontologia. Posteriormente, para ali setransferiu a família Narbona, que residiu no imóvel até a década de 1940.Em 1941 Francisco Narbona faleceu, e em julho de 1943 o imóvel foi vendidopela viúva, Sra. Salud Caruz de Narbona, conforme escritura lavrada no CartórioBolivar Moreira.Após essa data, há um vazio de informação sobre o uso do prédio, sendoregistrado mais tarde, em 1964, sua ocupação pela Delegacia Geral do Estado e,a partir de março de 1967, pela Fundação Estadual pelo Bem-Estar do Menor(FEBEM).É importante assinalar que, após a aquisição do imóvel pelo Estado,aconteceram não apenas diversas modificações internas para a adaptação anovos usos, como também um acréscimo, construído na área do jardim lateralque ficava na Avenida Cristóvão Colombo, o qual, embora tenha procuradomanter as características externas prédio, ao aproximá-lo excessivamente doPalacete Dantas, impediu a visão das fachadas laterais e prejudicou as duasedificações.Em 1983 o prédio foi cedido à recém-criada Secretaria de Estado da Cultura,que, funcionando ao lado, no Palacete Dantas, necessitava de novos espaçospara sua implantação. Após essa data, iniciaram-se os trabalhos de restauraçãoe adaptação do prédio. Tombado pelo IEPHA/MG, em 10 de agosto de 1977, oSobrado Narbona foi incluído no conjunto arquitetônico e paisagístico da Praçada Liberdade."Fonte: Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – Iepha-MG.

Palacete Dantas



Palacete Dantas


PRIMEIRA PARTE


Informe Histórico Palacete Dantas e Sobrado Narbona – IEPHA-MG (Publicação na íntegra)
"No final do século XIX, iniciou-se a construção da nova capital do Estado, obedecendo às determinações do governo mineiro. Dentro de um planejamento urbano ainda inusitado em Minas, a planta da cidade estabeleceu espaços a serem desenvolvidos segundo sua utilização. Assim, surgiram os primeiros bairros, o centro comercial e o centro administrativo. Em torno deste último, sem dúvida o núcleo mais nobre da cidade, composto pelo Palácio da Liberdade e pelas Secretarias de Estado, desenvolver-se-ia o chamado Bairro dos Funcionários, com diferentes tipos de residências destinadas a abrigar toda a hierarquia do funcionalismo público. O padrão arquitetônico dessas construções oficiais não obedeceu a um estilo definido, predominando as concepções ecléticas, em especial o neoclassicismo. Nelas, foram intensamente utilizados tanto a mão-de-obra especializada como elementos ornamentais importados de origem européia. Num desdobramento da iniciativa oficial, surgiram, nos anos seguintes, inúmeras edificações particulares ou públicas ocupando gradativamente os espaços vazios dos primeiros centros e criando outros. Em 1915, o engenheiro e construtor José Dantas, responsável por diversas dessas construções da capital, encomendou ao arquiteto Luis Olivieri o projeto para a edificação de sua residência, a localizar-se em ponto nobre, ao lado do Palácio governamental. Luis Olivieri, arquiteto e escultor italiano diplomado em Florença, foi elemento integrante da Comissão Construtora e alcançou grande prestígio na capital, tendo realizado grandes obras, como a Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil. A planta da edificação foi aprovada pela Prefeitura (inscrição de n. 69) e sua construção executada pelo próprio proprietário. O chamado Palacete Dantas distingue-se das demais construções residenciais de sua época por ser produto de um empreendimento particular do mesmo porte e estilo das edificações oficiais que o circundavam. Destinado a abrigar uma família grande e abastada, foi planejado com generosidade de espaços e requinte ornamental. Sua planta dividia-se em dois pavimentos, concentrando os ambientes mais importantes (quartos, salas e cozinha) no segundo. Como o desenho de sua fachada, de 1915, não correspondeu à sua conformação original, é presumível que tenha sido alterada ainda durante as suas obras, possivelmente sob a intervenção do engenheiro José Dantas. Os trabalhos em estuque que ornamentam a fachada foram realizados por uma equipe de italianos. Na ornamentação interna original, foram utilizados tanto elementos importados como a escadaria de ferro trabalhada, procedente da Bélgica, e o lustre de cristal da Boêmia, com trabalhos de artistas regionais, como o parquete do piso e o rodapé da sala de visitas, assinados por M. F. Tunes. Uma das descendentes da família Dantas, Augusta Dantas Luz Pereira, assim descreve esses trabalhos: "Todo feito à maneira de mosaicos, onde se empregaram as mais variadas espécies de madeiras brasileiras em sua cor natural. Assim, na figura da mulher, usou-se para compor o colorido, de seus cabelos, a braúna, a cabiúna e o jacarandá. Repare-se no rodapé da sala de visitas, com seus desenhos geométricos, que mais parece um mostruário de nossas madeiras, entre elas o pau-brasil (o rodapé exposto e premiado em Bruxelas). Outro artista que trabalhou no palacete foi o marceneiro Gabriel Antônio Galante, responsável pela execução de dois tetos (sala de visitas e de jantar) em imbuia trabalhada. Também o mobiliário foi cuidadosamente escolhido." As paredes receberam finos revestimentos: sedas estampadas com moldura dourada (sala de visitas), lambris de meia parede (sala de jantar) e pinturas em motivos musicais na sala de música. Guarnecendo as paredes da copa, foi colocado azulejo branco de meia-parede, com arremate em motivos de cereja em relevo e grega vermelha. Merecem ainda registro outros elementos ornamentais: lavabo em louça pintada, maçanetas e vidros das guarnições das janelas em cristal lilás. Construída de acordo com os padrões estéticos então em voga e tão ricamente montada, a residência dos Dantas tornou-se uma das melhores moradias particulares da capital. Prova disso foi que em 1920 o Palacete hospedou o então presidente do Estado, Arthur Bernardes, quando da visita do rei Alberto, da Bélgica, que se instalou no Palácio da Liberdade.

Museu de Mineralogia Prof. Djalma Guimarães




O prédio é bem futurista (pós-moderno), destoando das construções de arquitetura sólida e sisuda verificadas na Praça da Liberdade. Foi elaborado pelo arquiteto Eolo Maia, que utilizou materiais produzidos pela indústria mineira (cerâmica, cimento e aço). O prédio causou muita polêmica na época de sua construção, apelidado de "Rainha da Sucata".

Edifício Niemeyer




É um exemplo da arquitetura moderna de Belo Horizonte. Foi projetado por Niemeyer, que representou nas curvas e sinuosidades as montanhas mineiras. O arquiteto também se vale de um artifício barroco bem declarado, o ilusionismo. O prédio, residencial, dá a impressão de ter mais de 15 andares, quando realmente possui apenas oito.

Palácio da Liberdade


Sede do governo de Minas, o prédio é uma referência da influência francesa na época da construção da capital. Isto é visível no acabamento, nos jardins em estilo rosal (de Pall Villon), no salão de banquete (à Luís XV), nas pinturas do Salão Nobre... O requinte tem lugar na imponente escadaria de ferro (art nouveau), importada da Bélgica, no rico lustre de cristal tcheco e nas obras de arte oriental antiga.

Secretaria de Estado da Segurança


Secretaria de Estado da Segurança


Um projeto modernizador, arrojado, que rompesse radicalmente com o passado colonial. As aspirações da nova república inspiraram os contornos da futura capital de Minas. Isto na virada para o séc. XX. Um novo tempo nasceria junto com uma nova cidade, combinando a solidez natural das montanhas e a rigidez humana dos edifícios; a fluídez das paisagens mineiras e a leveza de parques e alamedas.


O período de instalação e consolidação da Cidade de Belo Horizonte ocorreu entre 1894 e 1930. A "belle époque" européia colocava a França como modelo privilegiado do bom gosto, ostensivamente copiada nos mais diferentes aspectos (moda, costumes, arquitetura...). Enquanto a capital da república, Rio de Janeiro, era colocada abaixo para a reestruturação de seu centro urbano, Belo Horizonte já nascia transpirando contemporaneidade e ecletismo.
Desde sua inauguração, em 1897, passou a revelar motivos neoclássicos, neo-românicos e neogóticos. Aos elementos da arquitetura greco-romana foram incorporados modismos que caracterizaram a década de 20, como o primado geométrico do art-déco. A influência européia também pode ser percebida nos inúmeros espaços públicos e praças. Arquitetos franceses, mestres de obras e operários italianos representam boa parte da mão de obra que construiu a cidade.
O crescimento vertical de Beagá começou na década de 30, quando surgiram as primeiras firmas de concreto. A partir de 1935, em virtude das profundas mudanças vividas pelo Brasil, inclusive na política industrial, a cidade passou por um processo acelerado de desenvolvimento urbano. Não era mais possível conter a capital. Nesta época, as construções que sempre acompanhavam a Avenida do Contorno se tornaram mais dispersas do plano original.

PRAÇA DA LIBERDADE


PALMEIRAS IMPERIAIS

Conjunto Arquitetônico da Praça da Liberdade:
Um dos melhores passeios para quem visita Belo Horizonte é o conjunto paisagístico e arquitetônico da Praça da Liberdade. Construída na época da fundação da capital, mistura vários estilos, que são o retrato vivo da evolução da cidade: neoclássico (final do séc. XIX), art-déco (década de 1940), moderno (décadas de 1950 e 1960) e pós-moderno (1980). É também o centro do poder executivo mineiro, aliás foi projetada para este fim. Concentra grande parte das Secretarias de Estado, além do Palácio da Liberdade, onde despacha o governador.

Friday, February 23, 2007

Ciudad de La Habana


Ciudad de La Habana: Plaza fuerte para el ocio en Cuba


La capital cubana, apoyada por una historia centenaria, se erige como una de las principales plazas fuertes para la industria del ocio en la mayor de Las Antillas, con atractivos que van desde las ofertas de playa hasta una riqueza cultural inigualable. Destino turístico por excelencia de la isla, La Habana fue considerada desde su fundación oficial -noviembre de 1519- como una posición ventajosa para el comercio y las comunicaciones, además de constituir un fiel exponente de la arquitectura colonial en Cuba. El corazón de la antigua urbe esta en la llamada Plaza de Armas, cuya ubicación se vincula con la tradición del primer cabildo celebrado el 16 de noviembre bajo una frondosa ceiba, muy cerca del litoral, ceremonia que llego hasta nuestros días. Otrora villa de San Cristóbal de La Habana, fue conocida también como Ciudad Antemural de las Indias Occidentales y Llave del Nuevo Mundo hasta llegar a la época actual con su centro histórico declarado Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO. La más pequeña de las provincias del país, con apenas 727 kilómetros cuadrados de extensión, es también la mas poblada, con mas de dos millones de habitantes, además de ser uno de los principales sitios visitados por los miles de turistas que cada año viajan a la isla. Una amplia infraestructura hotelera y de servicios, con mas de 10 mil habitaciones, respaldan la gestión del sector en la capital, con potencialidades para casi todas las modalidades de la actividad, entre ellas los viajes de negocios, turismo cultural, de incentivos y reuniones. La singular urbe, mezcla de estilos arquitectónicos que abarcan el renacentismo, art deco, mudéjar, barroco, neoclasicismo, eclecticismo, art nouveau y el barroco cubano, es también el centro del panorama cultural del país. Unas tres decenas de museos, 10 galerías de arte, 25 teatros e instituciones únicas como el Ballet Nacional de Cuba y la Casa de Las Américas avalan esa posición, al servir además de sede a numerosos festivales internacionales de cine, danza, artes plásticas y literatura, entre otras manifestaciones. Para aquellos que simplemente buscan un encuentro con los ritmos tradicionales cubanos -entre ellos el son, danzón, bolero y cha cha cha-, la ciudad pone a su disposición sitios como Macumba, Habana Café, el Pico Blanco y centros nocturnos de la talla del Copa Room, Parisién y el mundialmente famoso cabaret Tropicana, con su Salón Bajo Las Estrellas. Congresos y Eventos de las más variadas esferas encuentran espacio en las instalaciones de la centenaria urbe, donde cada vez son mas los establecimientos que crean facilidades para el llamado turismo de negocios, muestra del creciente interés del empresariado foráneo por el intercambio comercial con la isla. El turismo internacional también cuenta a su favor con importantes instituciones médicas, dedicadas a mejorar la calidad de vida con tratamientos de última generación, acompañadas de varios kilómetros de excelentes playas hacia el este. Por todo ello, la añeja capital viste sus mejores galas para recibir cada ano a un creciente flujo de visitantes, atraídos por la oferta turística cubana y la riqueza histórica que respalda la existencia de la localidad.

A FORÇA DA AMIZADE


A FORÇA DA AMIZADE


A força da amizade vence todas as diferenças... Aliás... para que diferenças se somos amigos? Quando erramos... nos perdoamos e esquecemos Se temos defeitos... não nos importamos... Trocamos segredos... e respeitamos as divergências... Nas horas incertas, sempre chegamos no momento certo... Amigos sem cor... sem sexo... sem idade... Amigo é só amigo... Nos amparamos...nos defendemos... sem pedir... fazemos porque nos sentimos felizes em fazer... Nos reverenciamos... adoramos... idolatramos... apreciamos... admiramos. Nos mostramos amigos de verdade, quando dizemos o que temos a dizer... Nos aceitamos , sem querer mudanças... Estamos sempre presente, não só nos momentos de alegria, compartilhando prazeres, mas principalmente nos momentos mais difíceis... Não tiramos a liberdade... não sufocamos... não forçamos nossa presença... Estamos perto quando de nós necessitam... e ao nos afastarmos , respeitamos sempre a individualidade alheia. A amizade não se força... Mas tem uma força que se intensifica a cada instante... É dessa maneira que sou teu (tua) amigo (a )!!!


"ESTOU COM AS MÃOS NA FELICIDADE EM 2007"


UMA SEXTA CHEIA DE GRANDES OPORTUNIDADES... PAZ...AMOR...LUZ...DETERMINAÇÃO...CARINHO... PROFISSIONALISMO...COMPETÊNCIA...CAPACIDADE... QUE O SUCESSO SEJA PRIORIDADE EM SUA VIDA... ABRA SEU CORAÇÃO PARA AMAR E COMPREENDER... VC É MUITO IMPORTANTE PARA MIM, ELES E SI MESMO.... UM BEIJO GRANDE NO SEU CORAÇÃO...
¸.•´¸.•*´¨) ¸.•*¨) (¸.•´ (¸.•` ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ ¤ HÉCTOR FALCÓN... ¤

Thursday, February 22, 2007

SAUDADES DE UM AMIGO


FOTO EM POÇOS DE CALDAS

E ai meu amigão!
Como estão as coisas?
Sua viagem está tudo como sempre sonhou?
Espero que sua viagem Esteja melhor que planejou
Saiba que estou na arquibancada da vida Torcendo por você
E acredito que você terá Grandes e maravilhosas conquistas
Estou aqui ansioso para saber como está indo
Ansioso também com sua volta
Às vezes me pego Lembrando dos momentos bons que passamos juntos
E também das lágrimas que já enxugamos Um do outro
Das gargalhadas que já demos juntos
Das viagens que já fizemos
Dos desafios que já enfrentamos
Amigão Deixe sua marca nessa viagem
Uma marca de que ainda existem Verdadeiros Amigos
E saiba que você está fazendo muita falta no meu dia-a-dia
Estou morrendo de Saudade
Mas também de Alegria
Por ver meu melhor AMIGO "Sorrindo de Felicidade..."


"ESTOU COM AS MÃOS NA FELICIDADE EM 2007"

Monday, February 19, 2007

PARA O AMIGO DE RECIFE (CARLOS)


Amigo é...
Amigo é aquela pessoa
que o tempo não apaga,
que a distância não esquece,
que a maldade não destrói.

É um sentimento que vem de longe,
que ganha lugar no seu coração
e você não substitui por nada.

É alguém que você sente presente,
mesmo quando está longe...

Que vem para o seu lado quando você
está sozinho e nunca nega um sentimento sincero.

Ser amigo não é coisa de um dia,
são atos, palavras e atitudes
que se solidificam no tempo
e não se apagam mais.

Que ficam para sempre como tudo que
é feito com o coração aberto.

Felicidade Segunda Parte


Felicidade


Nunca deixo de ter em mente que o simples facto de existir já é divertido. (Katherine Hepburn)

A vida só se dá a quem se deu. (Vinicius de Moraes)

A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente (Soren Kierkergaard)

A vida é uma tragédia quando vista de perto, mas uma comédia quando vista de longe. (Charlie Chaplin)

Procurando o bem para os nossos semelhantes encontramos o nosso.
(Platão)

A felicidade é um fruto que se colhe da felicidade que se semeia.
(Autor desconhecido)

Não devemos permitir que alguém saia de nossa presença sem se sentir melhor e mais feliz. (Madre Teresa de Calcutá)

A felicidade não está no fim da jornada, mas sim em cada curva do caminho que percorremos para a encontrar.(Autor desconhecido)

A felicidade é um bem que se multiplica ao ser dividido (Marxwell Maltz)

Não possuir algumas das coisas que desejamos é parte indispensável da felicidade. (Bertrand Russel)

Se queres ser feliz amanhã, tenta hoje mesmo. (Liang Tzu)

Todas as misérias verdadeiras são interiores e causadas por nós mesmos. Erradamente, julgamos que elas vêm de fora, mas nós é que as formamos dentro de nós, com a nossa própria substância. (Jacques Anatole France, poeta e romancista francês)

O coração que está em paz vê uma festa em todas as aldeias.(Provérbio hindu)

Infelicidade é não sabermos o que desejamos e matarmo-nos para o alcançar.(D. Herold)

Adormeci e sonhei que a vida era alegria. Acordei e vi que a vida era serviço. servi e vi que o serviço era alegria.(Tagore)

A melhor maneira de se ser feliz é contribuir para a felicidade dos outros.(Confúcio)

O perfume sempre perdura na mão que oferece a rosa.(Halda Béjar)

Para que haja uma árvore florida, é preciso haver antes uma árvore; e, para haver um homem feliz, é preciso haver em primeiro lugar um homem.(Saint-Exupéry)

Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional. (Agatha Christie)

O homem feliz é aquele que não tem tempo para pensar nas suas coisas.(Gary Cooper)

Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos...(W. Shakespeare)

A estrada da tua felicidade não parte das pessoas e das coisas para chegar a ti; parte sempre de ti em direcção aos outros. (Michel Quoist)

A verdadeira felicidade só existe onde a virtude tem culto. (Adão Myszak)

Abre o teu coração com quem conhece a tua alma. Sê sincero, ainda que nesses momentos de intensa dor o falar de custe sangue. (Jesus Urteaga)

Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado. (Provérbio Árabe)

Quereis ser felizes por um momento? Vingai-vos. Quereis ser felizes para sempre? Perdoai. (Lacordaire)

Recomende aos seus filhos moralidade; somente isso, e não dinheiro, poderá fazê-los felizes. (Beethoven)

Não importa o tamanho da montanha, ela não pode tapar o sol. (Provérbio chinês)

O mal que fazemos é sempre mais triste que o mal que nos fazem. (Jacinto Benavente)

Era tremendamente feliz porque sentia que tinha uma dívida eterna, que nunca poderia pagar, e, no entanto, esforçava-se por pagá-la. (Chesterton)

Qual é o lugar do homem? Onde os seus irmãos precisarem dele. (Madre Teresa de Calcutá)

Um bom arrependimento é a melhor medicina para as enfermidades da alma. (Miguel de Cervantes)

Há pessoas que choram por saberem que as rosas têm espinhos; outras há que sorriem por saberem que os espinhos têm rosas. (Autor desconhecido)

Felicidade Primeira Parte


Felicidade

Não há dever que tanto descuidemos como o de sermos felizes.(Robert Louis Stevenson)

O bem que fizemos na véspera é o que nos traz a felicidade pela manhã.(Provérbio hindu)

Senhor, fazei que eu procure mais consolar do que ser consolado, compreender do que ser compreendido, amar do que ser amado. Pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.
(S. Francisco de Assis)

Não és menos feliz por te faltar do que serias se te sobejasse.
(Josemaría Escrivá)

A felicidade consiste em não seres feliz e que isso não te importe.(Miguel D'Ors)

Aprendi a procurar a felicidade limitando os desejos, em vez de tentar satisfazê-los.(J. S. Mill)

Para se ser feliz até um certo ponto é preciso ter-se sofrido até esse mesmo ponto.(Edgar Poe)

Antes de desejarmos fortemente uma coisa, devemos examinar primeiro qual a felicidade daquele que a possui.(La Rochefoucald)

Todos os dias devíamos ouvir um pouco de música, ler uma boa poesia, ver um quadro bonito e, se possível, dizer algumas palavras sensatas.(Goethe)

O maior prazer que alguém pode sentir é o de causar prazer aos seus amigos.(Voltaire)

Se alguém não encontra a felicidade em si mesmo, é inútil que a procure noutro lugar.(La Rochefoucald)

A felicidade não é uma estação de chegada, mas um modo de viajar.(M. Ruberck)

A felicidade e a saúde são incompatíveis com a ociosidade.(Aristóteles)

Com o dinheiro podemos comprar muitas coisas, mas não o essencial para nós. Proporciona-nos comida, mas não apetite; remédios, mas não saúde; dias alegres, mas não a felicidade.(Ibsen)

O segredo da felicidade é amar o dever e fazer dele um prazer.(C. Dash)

Para se ser feliz, nada melhor do que trocar preocupações por ocupações.(Masteeline)

Quando procuraste a companhia de uma satisfação sensual... - depois, que solidão!
Porquê debruçares-te a beber nos charcos dos gozos mundanos, se podes saciar a tua sede em águas que brotam para a vida eterna?
(Josemaría Escrivá)

Aquele que procura o Céu na Terra certamente adormeceu na aula de geografia...
(Stanislaw Jerzy Lec)

O prazer é como certas substâncias medicinais: para obter constantemente os mesmos efeitos é preciso aumentar a dose; e a última provoca a morte ou o embrutecimento.
(Autor desconhecido)

Mesmo que tenhas dez mil plantações, só podes comer uma tigela de arroz por dia; ainda que a tua casa tenha mil quartos, nem de dois metros quadrados precisas para passar a noite.(Provérbio chinês)

A luta ansiosa pela felicidade é o que dá infelicidade a muita gente.(Hermógenes)

Quanto maior são as dificuldades a vencer, maior será a satisfação.(Cícero)

O homem mergulha na multidão para afogar o grito do seu próprio silêncio.(Rabindranath Tagore)

Queres ser feliz? Sê santo! Queres ser mais feliz? Sê mais santo! Queres ser muito feliz? Sê muito santo!(Josemaría Escrivá)

Não somos felizes quando todos gostam de nós e nos ajudam, mas sim quando gostamos dos outros e os ajudamos.(Autor desconhecido)

Só há duas tragédias na vida: uma é não se conseguir o que se quer, a outra é consegui-lo.(Óscar Wilde)

Querer descrever um estado de felicidade, que está para além de toda a experiência humana, com uma linguagem tirada da experiência diária é como querer tocar obras de Wagner com os dentes de um pente.(R. Knox)

Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe. (Oscar Wilde)

Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre. (Albert Einstein)

Lá não é melhor que aqui. Quando o seu lá se tornar aqui, você simplesmente encontrará outro lá que parecerá novamente melhor que aqui.(Autor desconhecido)

Saturday, February 17, 2007

BUDISMO TERCEIRA EDIÇÃO


Difusão do budismo

Índia
A partir do seu local de nascimento no nordeste indiano, o budismo espalhou-se para outras partes do norte e para o centro da Índia.
Durante o reinado do imperador mauria Asoka, que se converteu ao budismo e que governou uma área semelhante à da Índia contemporânea (com excepção do sul), esta religião consolidou-se. Após ter conquistado a região de Kalinga pela força, Asoka decidiu que a partir de então governaria com base nos preceitos budistas. O imperador ordenou a construção de hospedarias para os viajantes e que fosse proporcionado tratamento médico não só aos humanos, mas também aos animais. O rei aboliu também a tortura e provavelmente a pena de morte. A caça, desporto tradicional dos reis, foi substituído pela peregrinação a locais budistas. Apesar de ter favorecido o budismo, Asoka revelou-se também tolerante para com o hinduísmo e o jainismo.
Asoka pretendeu também divulgar o budismo pelo mundo, como revelam os seus éditos. Segundo estes foram enviados emissários com destino à Síria, Egipto e Macedónia (embora não se saiba se chegaram aos seus destinos) e para oriente para um terra de nome Suvarnabhumi (Terra do Ouro) que não se conseguiu identificar com segurança.
O império mauria chegou ao fim em finais do século II a.C. A Índia foi então dominada pelas dinastia locais dos Sunga (c.185-173 a.C.) e dos Kanva (c.73-25 a.C.), que perseguiram o budismo, embora este conseguisse prevalecer. Perto do início da era actual o noroeste da Índia foi invadido pelos Citas que formariam a dinastia dos Kuchans. Um dos mais importantes reis desta dinastia, Kanishka (c. 127-147), foi um grande proselitista do budismo.
Durante a era da dinastia Gupta (320-540) os monarcas favorecem o budismo, mas também o hinduísmo. Em meados do século VI, os Hunos Brancos oriundos da Ásia Central, invadem o noroeste da Índia, provocando a destruição de inúmeros mosteiros budistas. A partir de 750 a dinastia Pala governou no nordeste da Índia até ao século XII, apoiando os grandes centros monásticos budistas, entre os quais o de Nalanda. Contudo, a partir do século XII o budismo entra num declínio definitivo devido a vários factores. Entre estes encontravam-se o revivalismo hindu que se manifestou com figuras como Adi Shankara e pelas invasões dos muçulmanos do século XII e XIII.

Sri Lanka e Sudeste da Ásia
A tradição cingalesa atribui a introdução do budismo no Sri Lanka ao monge Mahinda, filho de Asoka, que teria chegado à ilha em meados do século III a.C. acompanhado por outros missionários. Este grupo teria convertido ao budismo o rei Devanampiya Tissa e grande parte da nobreza local. O rei ordenou a construção do Mahavihara ("Grande Mosteiro" em pali) na então capital do Sri Lanka, Anuradhapura. O Mahavihara foi o grande centro do budismo Theravada na ilha nos séculos seguintes.
Foi no Sri Lanka que por volta do ano 80 a.C. se redigiu o Cânone Pali, a colectânea mais antiga de textos que reflectem os ensinamentos do Buda. No século V d.C. chegou à ilha o monge Buddhaghosa que foi responsável por coligir e editar os primeiros comentários feitos ao Cânone, traduzindo-os para o pali.
Na Tailândia o budismo lançou raízes no século VII nos reinos de Dvaravati (no sul, na região da actual Banguecoque) e de Haripunjaya (no norte, na região de Lamphun), ambos reinos da etnia Mon. No século XII o povo Tai, que chegou ao território vindo do sudoeste da China, adoptou o budismo Theravada como a sua religião.
A presença do budismo na Península Malaia está atestada desde o século IV d.C., assim como nas ilhas de Java e Sumatra. Nestas regiões verificou-se um sincretismo entre o budismo Mahayana e o xivaísmo, que está ainda hoje presente em locais como a ilha de Bali. Entre o século VII e o século IX a dinastia budista dos Xailendra governou partes da Indonésia e a Península Malaia, tendo sido responsável pela construção do Borobodur, uma enorme stupa que é o maior monumento existente no hemisfério sul. O islão chegou à Indonésia no século XIV trazido pelos mercadores, acabando por substituir o budismo como religião dominante. Actualmente o budismo é principalmente praticado pela comunidade chinesa da região.
China
A tradição atribui a introdução do budismo na China ao imperador han Ming-Ti. Este imperador teve um sonho no qual viu um ser voador dourado, interpretado como uma visão do Buda, e ordenou que fossem enviados emissários à Índia para que trouxessem a doutrina.
Independentemente da tradição, o budismo só se espalhou na China nos séculos V e VI com o apoio da dinastia Wei e Tang. Durante este período estabelecem-se na China escolas budistas de origem indiana ao mesmo tempo que se desenvolvem escolas próprias chinesas.

Coreia e Japão
O budismo penetrou na Coreia no século IV. Nesta altura a Coreia não era um território unificado, encontrando-se dividida em três reinos rivais: o reino de Koguryo, no norte, o reino de Paekche, no sudoeste e o reino de Silla, no sudeste. Estes três reinos reconheceriam o budismo como religião oficial, tendo sido primeiro a fazê-lo Paekche (384), seguindo-se o Koguryo (392) e Silla (528). Em 668 o reino de Silla unificou a Coreia sob o seu poder e o budismo conheceu uma era de desenvolvimento. Foi neste período que viveu o monge Wonhyo Daisa (617-686), que tentou promover um budismo do qual fizessem parte elementos de todas as seitas. No século VIII foi difundido na Coreia o budismo da escola chinesa Chan, que teve desenvolvimentos próprios na Coreia com o nome de son (ou seon) e que se tornou a escola dominante.
O budismo continuou a florescer durante a era Koryo (935-1392), até que a dinastia Li (1392-1910) favoreceu o confucionismo.
A partir da Coreia o budismo foi introduzido no Japão em meados do século VI. Em 593 o princípe Shotoku declarou-o como religião do Estado, mas o budismo foi até à Idade Média um movimento ligado à corte e a aristocracia sem larga adesão popular (os missionários coreanos tinham apresentado à corte japonesa o budismo como elemento de protecção nacional). Durante a era Nara (710-794) Héian (794-1185) desenvolveram-se várias seitas. São deste último período a escola Shingon e Tendai. Durante a era Kamakura (1185-1333) o budismo populariza-se finalmente com as escolas Terra Pura, Nichiren e Zen.

Tibete
No Tibete o budismo propagou-se em dois momentos diferentes. O rei Srong-brtsan-sgam-po (c.627-c.650), influenciado pelas suas duas esposas budistas, decidiu mandar chamar ao Tibete monges indianos para ali difundirem a religião. Durante o reinado de Khri-srong-lde-btsan construiu-se o primeiro mosteiro budista tibetano e em 747 chegou ao território o notável monge indiano Padmasambhava, que organizou o budismo tibetano. Contudo, uma reacção hostil da religião indígena, o Bon, levaria à supressão do budismo nos dois séculos seguintes.
O budismo seria reintroduzido no Tibete a partir do século XI, com a ajuda do monge indiano Atisa que chegou ao território em 1042. Com o passar do tempo formaram-se quatro escolas: Sakyapa, Kagyupa, Nyingmapa e Gelugpa. Em 1578 membros desta última escola converteram o mongol Altan Khan à sua doutrina. Alta Khan criou o título de Dalai Lama, que concedeu ao líder da escola Gelugpa. Em 1641, com ajuda dos Mongóis, o quinto Dalai Lama derrotou o último príncipe tibetano e tornou-se o líder temporal do Tibete. Os seguintes dalai lamas foram na prática os governantes do Tibete até à invasão chinesa. O quinto dalai lama criou cargo de Panchen-lama, que reside no mosteiro de T-shi-lhum-po e que foi visto como uma incarnação do Amitabha.